segunda-feira, novembro 28, 2005

Aquele sentimento

Respiro fundo
Como que a contrariar este vontade que me cresce no peito.
Não porque não goste dela,
sabes bem que gosto.
Mas, porque me faz sentir pequena.

Sinto-me como um floco de neve,

como um grão na imensidão do areal da última praia em que estivemos juntos.
Sinto-me pequena como o último momento que tivemos.

Eu sei, que por mais que respire fundo o sentimento vai cá ficar.
Mas, também sei
Que tu vais fazer de tudo para que ele passe de pressa.


[Aproveito para pedir desculpas pelos problemas técnicos (relativos à opção dos comentários), creio que já está tudo resolvido]

terça-feira, novembro 15, 2005

Mais vale tarde que nunca?

Tarde disseste que tinha saudades minhas
Tarde disseste que me querias
Tarde lutaste por me ter
Tarde mostraste que me amavas
Tarde mostraste que estavas disposto
a tudo por mim
Tarde tentaste fazer aquelas pequenas coisas
que tanto significariam no passado
Tarde mostraste o teu carinho
Tarde mostraste-me novas coisas
Tarde fizeste-me surpresas boas

No passado os acontecimentos teriam tido outro sabor com o recheio dos sentimentos e o cheiro do desejo.

Mais valia ter sido nunca

                           Para poder seguir em frente

segunda-feira, novembro 07, 2005

Fui

      em Ti


Fui
            como uma gaivota que voa em Liberdade
Fui
             como uma onda que rebenta em ti.
Fui
            como uma cobra que se enrosca
Fui
            como vento que se desloca para ti.
Fui
            como gata que se roça


Fui...
             E morri...
                               Em ti!

sábado, outubro 22, 2005

Fecharam a Porta

Ele era um rapaz normal que parecia diferente. Ela, uma rapariga diferente que parecia normal.

Abriu-lhe a porta depois de pensar que seria o mais acertado. Difícil foi compreender que a tinha de fechar.
Fechou-lhe a porta, mas, deixou a janela aberta, e ele pulou!

Fecharam cada um as suas portas e abriram as janelas.

Eles pularam as janelas.

Bateram ambos com força a porta na cara um do outro e um dia...

Deixaram a porta encostada na esperança de ser aquilo que já não era.

Entraram em casa e desarrumaram tudo!

Ficou tudo quebrado no meio do chão!

Olhavam-se tristes e já nada restava daquilo que um dia pensaram vir a ser.

Viraram as costas,

                                e trocaram as fechaduras.

quinta-feira, outubro 20, 2005

A Culpa é Tua

Se agora vou para casa com os olhos a brilhar.
Se agora me sinto sem pensar.
Se agora sorrio para ti.
Se agora me deito com o coração em paz.
Se agora me sinto assim
                                   A culpa é tua!


                                                                                   [Parabéns!!]

domingo, outubro 16, 2005

Um livro em aberto

Ela está na sala, mais precisamente, no sofá:

Mãe, leva-me para a cama ao colo. Depois, atira-me com força para o ar para eu cair em cima da cama. Mãe, conta-me uma história e faz-me festinhas na cabeça para eu adormecer.
Mãe, não me contes a história do ursinho. Eu fico triste e choro porque a mãe dele morre. Os caçadores dão-lhe um tiro, os Homens são maus.
Mãe, conta-me a história da carochinha!
Mas o João Ratão não morre, não mãe?

Pudéssemos nós mudar a história da nossa vida como a de um conto qualquer...

Mas, é importante ter consciência que, embora, não tenhamos a caneta e o papel na mão, como quem escreve uma história, temos o poder de com gestos e atitudes mudar muita coisa, quer na nossa vida, quer na vida dos outros.

Contudo, continuamos a não poder mudar muita coisa...

sexta-feira, setembro 30, 2005

Às vezes é preciso

Às vezes é preciso parar para respirar fundo.
Às vezes é preciso deixar de pensar.
Às vezes é preciso bater com a cara no chão

                                                                      E fazer um arranhão.

Às vezes é preciso deixar sonhos para trás.
Às vezes é preciso lutar nem que seja

                                                            Para sabermos que somos capaz

Às vezes é preciso vermos que estamos a mais.
Às vezes é preciso parecermos normais.
Às vezes é preciso chorar

                                             E mais tarde recordar

Às vezes é preciso fingir.
Às vezes precisamos mesmo de fugir.
Às vezes

               Temos de partir

Às vezes

                É preciso parar para
respirar fundo

E começar tudo de novo

                                             Mais uma vez!